HMU inaugura novo setor psiquiátrico

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Foto: José Luiz/PMG

Em funcionamento desde 2002, o serviço de urgência psiquiátrica do Hospital Municipal de Urgências (HMU) passou por uma ampla reforma e ganhou modernas alas. Construídas de acordo com as normas de vigilância e com o projeto de humanização do Sistema Único de Saúde (SUS), as novas instalações foram inauguradas nesta segunda-feira (02), pelo prefeito Sebastião Almeida e pelo secretário de Saúde, Carlos Derman.

Com entrada independente do pronto-socorro, pela rua Anselmo Fornasaro, a unidade de psiquiatria conta com sala de emergência, consultório médico, sala de estabilização para os casos graves, sala de atendimento aos familiares e duas enfermarias, masculina e feminina, com seis leitos cada, para os pacientes que necessitam de internação. Além do setor de apoio técnico, com salas de expurgo, de limpeza, rouparia, copa e sanitários, as novas alas de psiquiatria também contam com área de lazer para os internos.

Durante a solenidade de entrega do serviço, a secretária adjunta de Saúde, Teresa Pinho de Almeida Tashiro ressaltou que o projeto arquitetônico foi elaborado de acordo com as normas de humanização e discutido com profissionais que atuam na atenção básica, na média complexidade e na rede hospitalar. Já Carlos Derman, lembrou que a urgência psiquiátrica do HMU deve ser o início da assistência às pessoas com transtornos mentais, cujo tratamento precisa ter continuidade nos Centros de Atenção Psicossociais (Caps).

“Os papéis de um pronto-socorro psiquiátrico não são apenas o de proteger a sociedade e a família, e o de combater o sofrimento psíquico, mas sim o de promover a vida, de integrar a pessoa na sociedade. Por isso, pretendemos inaugurar ainda este ano um Caps aqui no bairro, que será referência não só para a região, mas, principalmente, para os pacientes que dão entrada no serviço de urgência e precisam dar continuidade ao tratamento”, destacou Derman.

O prefeito, por sua vez, enfatizou o projeto de humanização e o padrão de qualidade do serviço. Em seu pronunciamento, Almeida sugeriu uma reflexão que, para ele, vai além do atendimento psiquiátrico: “precisamos restabelecer valores que a sociedade ao longo do tempo foi perdendo, porque as maiores loucuras que acontecem na sociedade são cometidas por aqueles que se consideram normais”, disse.

FONTE: PMG