Pequeno manual de etiqueta nas redes sociais

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Postou? É para sempre. O que você lança no ciberespaço revela crenças, valores, preconceitos e… pode criar muita saia justa. Domine as regras de bom comportamento do mundo digital

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Pegadas digitais

Para evitar ser importunada, nunca deixe nos seus perfis telefones e endereços, nem de casa nem do trabalho.

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Foto do perfil

Ela define como quer ser vista. Então, antes de postar, por exemplo, algo muito sensual, pergunte-se: a que estou vinculando minha imagem? Que impacto terá na minha vida? Desenhos de super-heroínas, flor e afins ou um clique de quando você era criança até podem ser usados caso a intenção seja criar um cartão de visitas informal. Só não deixe o espaço vazio: é impessoal

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Senhas são secretas

Ninguém, nem marido nem namorado, deve ter suas senhas, e vice-versa. Isso não é prova de fidelidade que se dê ou se peça. Bisbilhotar a vida alheia é invasão de privacidade e acaba em decepção. Com filhos pequenos, o controle vale até certo ponto: eles têm direito à individualidade. Mas ensine sobre segurança e arranje meios de tutorá-los. Troque as senhas anualmente.

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Privacidade e risco

Conheça a política de privacidade dos sites para saber até onde pode ir. Mesmo tendo o direito de proteger seus dados, saiba que o provedor tem acesso a quem você é e ao que consome. E cuide-se com os rastros que deixa: nem todos se comportam como você espera. Que o diga a bailarina paulista Paula Venanzi, 33 anos. No segundo dia de namoro, o cara já virou amigo de Facebook de toda a lista dela. “Isso me irritou”, lembra. Uma noite, Paula quis ficar em casa. Desconfiado, ele fuçou o perfil dela e descobriu que o ex-marido, músico, faria um show. Foi até lá, não a encontrou e abordou o ex. “Meu namorado foi agressivo, deu vexame. Quando soube, me senti invadida e incomodada com todo o constrangimento. Terminei logo a relação”, conta.

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Overdose de fotos

Não lote o feed de notícias dos amigos com imagens de suas crianças e seus pets, dos pratos que comeu e de viagens. É enfadonho. Publique só se as fotos forem incríveis ou contiverem alguma informação bacana.

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Piratas e falsários

Não use fotos alheias para divulgar produtos ou serviços que você oferece na rede. Isso fere o direito autoral e pode render um processo na Justiça, embora as leis sobre o universo digital ainda sejam incipientes. Também não repita, feito papagaio, poemas que nem sabe se, de fato, são de Carlos Drummond de Andrade, Pablo Neruda ou um falsário. Muita gente inventa textos e assina o nome de um escritor famoso – e você, ao reenviar, ajuda a perpetuar a fraude. E passa recibo de ignorância.

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Check-in

Ele não foi criado para lhe dar 15 minutos de fama. O mundo não precisa saber que você acaba de chegar a um bar ou uma festa. Pergunte-se: o que vou postar ajuda alguém? O check-in presta serviço. Por exemplo: no congestionamento, você avisa as ruas a ser evitadas – mas só digite se não estiver dirigindo! Ou, na fila de uma casa de show, informe que os ingressos já acabaram. Além de cafona, exibir seus passos por nada pode atrair stalkers, obsessivos que perseguem com objetivos criminosos ou doentios.

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Aceitar ou não aceitar?

Se não conhece, não lembra ou não gosta, ignore o pedido. Rede social não é competição por número de “amigos”, mas um lugar em que você escolhe com quem e como se divertir. Ou sua vida ficará exposta demais. Crie grupos específicos de amigos; assim você direciona melhor seus posts. São raros os que valem para todos.

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Curtiu?

Pode gostar do post de alguém pouco íntimo, de fatos inusitados e curiosos. Mas jamais clique ali se a notícia for de morte, tragédia, guerra… Muita gente faz isso para sinalizar que é solidária e comete uma tremenda gafe. Também evite curtir o próprio post. Na vida real ou digital, autoelogio é falta de humildade.

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Imagem profissional

As redes sociais são uma vitrine. Ali, 65% das empresas buscam hoje conhecer as pessoas para fazer negócios, contratar e até demitir. Nunca fale algo que soe como racismo, homofobia, xenofobia ou intolerância religiosa. Não critique o chefe e os produtos da empresa em que trabalha. E procure não se revelar demais. Episódio exemplar: Paul Whitee era treinador de futebol do Colégio Oxford Hills, em Maine, pequena cidade americana, e quis mandar uma foto dele nu para uma pessoa. Errou e enviou para todos os amigos. Resultado: o pai de um aluno viu e ele teve de pedir demissão.

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Militância chorosa

Como na vida real, reclamar sempre das mesmas coisas é chato. Ao fazer uma crítica política ou social, não só lance a questão mas aponte saídas.

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Dose certa

Não invada o espaço alheio com montes de posts. E controle-se nas ma­drugadas insones, que geram 50 facilmente. Três por dia, de preferência nos mesmos horários, são suficientes. O Hootsuite (hootsuite.com) permite programar os disparos.

Via: M de Mulher