Cidinha da SE expõe na Casa dos Cordéis

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Aparecida Pereira
Imagem Divulgação

Aparecida Pereira, 64 anos é servidora da Prefeitura de Guarulhos [Secretaria de Educação] há mais de 30 anos. Cidinha é amante da arte e produz desenhos que retratam os antigos quilombos, com suas casas de tapera e outras lembranças que traz na memória.

O resultado deste seu trabalho pode ser conferido até o dia 30 de agosto na Casa dos Cordeis (veja o endereço).

Essa paixão por desenhos surgiu ainda na infância. Aos quatro anos Cidinha adorava copiar desenhos de aves e depois colorir. A partir dos sete anos de idade focou seus desenhos para borboletas e casinhas de tapera com telhado. Nos últimos 16 anos se dedica ao grafismo, usando nanquim para criar suas figuras.

Natural da cidade de Campestre, Minas Gerais, descendente da comunidade escrava Cungu, de onde surgiu a dança Congo, Cidinha conta que faz os rabiscos e depois identifica as figuras. Ela revela que até tentou estudar pintura, mas não se adaptou. Autodidata, mistura personagens e imagens numa mesma arte sem uma cronologia de ideias. “Vou rabiscando algo imaginário que depois vai ganhando forma. Quando faço um desenho meus pensamentos viajam”, explica Cidinha.

Os primeiros traços de Cidinha fora feitos com carvão, mas, segundo afirma, por soltar com facilidade não ficavam bons. Outra revelação da artista é que prefere trabalhar com nanquim, apesar de ter produzido alguns quadros coloridos. “Fiz curso de pintura, mas não me adaptei à tinta a óleo. Por isso, optei pelo nanquim. Produzi poucos trabalhos coloridos e cheguei a vender alguns desenhos em grafite”, disse Cidinha.

Fonte: Prefeitura de Guarulhos