Aniversário de 30 anos do Zoo tem programação especial em outubro

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Zoo tem programação especial em outubro

Durante todo o mês de aniversário, o Zoo terá uma programação especial com atividades educativas, entre elas oficina de fotografia, cinema infantil, pintura e visita monitorada. As inscrições estão abertas, basta ligar para (11) 2455-6497. A entrada é gratuita.

Além de participar das atividades especiais de aniversário, os visitantes poderão aproveitar o passeio para conhecer um pouco sobre os 500 animais que vivem no Zoológico. Ao todo, são 100 espécies diferentes, entre aves, répteis e mamíferos. No Zoo tem leão, onça-pintada, pavão, lontra, tucano, coruja, macaco, lobo, furão, ema, capivara, jiboia, tartaruga, gavião, tamanduá, ouriço, quati, sagui, ganso, arara, iguana, cisne e muitos outros bichos. A área, localizada no Jardim Rosa de França tem 70 mil metros quadrados. O Zoo funciona de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas.

Quem tem paixão por filhotes vai adorar as atrações mais recentes do Zoo: três cines que acabaram de nascer. Para vê-los é necessário ter paciência. No lago do Zoo, entre a paisagem e os esconderijos naturais eles fazem breves aparições, quando menos se espera. Diferente dos outros animais em cativeiro, os cisnes fazem parte das espécies que têm vida livre no Zoo. Nessa categoria estão os sabiás, beija-flores, sanhaços, periquitos e garças.

Inauguração de recinto

Outra novidade no mês de aniversário é a inauguração da nova casa do urubu-rei, na quarta-feira (12). O recinto, durante um ano, passou por ampliação e reforma. A área aumentou de 50 para 70 metros quadrados e a altura foi de 4 para 6 metros. A paisagem do recinto, onde vai morar um casal de aves de rapina, também ficou diferente: ganhou plantas ornamentais, poleiros e um lago pequeno.

Segundo a bióloga do Zoo, Cristiane Espinosa Bolochio, o filhote de urubu-rei é totalmente preto, mas na fase adulta ganha plumas brancas. O pescoço é pintado de vermelho, amarelo e alaranjado. É um animal ameaçado de extinção. Alimenta-se de carne fresca em cativeiro, mas quando está livre, na natureza, come animais mortos. É um importante agente de limpeza do meio ambiente. O nome urubu-rei surgiu porque os outros urubus abrem passagem para que ele coma primeiro e sempre lhe dão prioridade.

O que o Zoo oferece

O Zoo tem um Centro de Educação Ambiental com sala para realização de palestras, auditório com 50 lugares e biblioteca especializada em fauna e flora, além de um Museu de Ciências Naturais de 200 metros quadrados, com um acervo permanente de mais de 450 peças.

Bastidores do Zoo

O Zoo tem um setor extra não aberto ao público, onde fica a clínica veterinária, a cozinha, o biotério, o laboratório, o setor de manutenção, o quarentenário e onde ficam os bichos doentes que estão em tratamento.

Cuidar da “bicharada” dá muito trabalho. Eles comem frutas, carne fresca e pequenos insetos. O Zoo tem mais de 50 funcionários, entre eles biólogos, técnicos, veterinários, e profissionais da área operacional e administrativa. Para alimentar essa grande família de aves, répteis e mamíferos, 11 tratadores começam bem cedo o trabalho. Lavam os recintos, trocam a água, servem a alimentação nas bandejas limpas e observam o comportamento dos animais. São os tratadores os primeiros a perceberem se o animal está doente. Eles relatam para os técnicos as mudanças comportamentais, por exemplo quando o animal está triste, isolado do bando ou sem apetite, o que indica que algo não vai bem. Depois, o bicho é encaminhado para a clínica veterinária que fica no setor extra do Zoo, para ser examinado e, se necessário, medicado.

Mesmo depois de 20 anos trabalhando no Zoo, o tratador Eudes de Oliveira Silva, mais conhecido como “Maquininha”, ainda se emociona ao falar da morte dos animais. “Nós choramos quando algum animal morre. Cuidamos deles com amor todos os dias. A morte dos bichos traz sofrimento para todos nós.” Aos 56 anos, Maquininha conta que os tratadores têm uma relação de carinho com os animais. “Quando os bichos adoecem a gente se preocupa de verdade e faz o possível para que eles fiquem bem.”

História do Zoo

A história de ocupação da área aonde hoje funciona o Zoológico Municipal de Guarulhos está diretamente relacionada à transformação de sua paisagem. Em 1908, Benvinda Amaro Rabelo, recebeu como parte de uma herança toda a área que se estendia da Estrada do Picanço, hoje avenida Dr. Timóteo Penteado, até o km 18 no bairro Cabuçu. Nesse local estava incluída a área do zoológico. No século passado, o capitão Joaquim Francisco de Paula Rabello era o dono da área O capitão veio de Minas Gerais e adquiriu as terras compreendidas entre o Carandiru, inclusive os terrenos de Santana, Tucuruvi, Mazzei, Jaçanã, Vila Galvão, o centro de Guarulhos e o Vale do Cabuçu. Essas terras eram, em sua grande parte, compostas de matas verdes e pastos.

Em 1926, a área pertencente ao zoológico já apresentava uma cerca viva de ciprestes plantados, intercalados com altíssimos pinheiros e passou a ser propriedade de uma família alemã, o Sr. Helmut Fuster e sua esposa Elisabeth Fuster, que se especializaram no plantio de flores e faziam pesquisas sobre rosas. Em homenagem a sua esposa, que era francesa, deu o nome à propriedade de “Chácara Rosa de França”, dando origem posteriormente ao nome do bairro. Cultivavam ainda no local plantas e orquídeas de várias espécies. Segundo moradores antigos do bairro, a chácara cultivava camélias, sendo também conhecida por vizinhos como “Chácara das Camélias”. O local estendia-se por uma região montanhosa e desolada, pela qual corria limpo um pequeno córrego que, nascendo dentro da chácara, cruzava toda a região. Essas nascentes ainda estão preservadas e abastecem os cinco lagos existentes na área.

Em 1981, o zoo foi fundado como um parque que recebeu o nome de Edgard Casal de Rey, pois segundo funcionários antigos da Prefeitura Municipal foi quem incentivou a criação da área. A legalização veio um ano depois, através da Lei Municipal 2.634/82 e o local passou a ser chamado de Zoológico Municipal de Guarulhos. Seu funcionamento foi disciplinado pela Lei Municipal 3.212/87.

Fonte: Prefeitura de Guarulhos