Cultura Cigana tem seminário e cursos em Guarulhos

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Imagem Divulgação
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O Seminário de Abertura do Projeto de Recuperação, Preservação e Valorização da Cultura Cigana – Oficina de Costura, que ocorreu na última terça-feira (18), no Céu do Paraíso Alvorada, é uma iniciativa pioneira em âmbito nacional e apresentou propostas de difusão da cultura cigana, além de um maior envolvimento com outras secretarias e parcerias, tendo a cidade de Guarulhos como referência no trabalho de reconhecimento e igualdade das comunidades de diferentes etnias.

Por meio de oficinas de Corte e Costura, com destaque para a especificidade étnica da confecção de roupas ciganas, promoção e geração de renda e diálogo cultural entre os povos ciganos e as religiões de matrizes africanas.

O Projeto contará com dois módulos de três meses cada, que trabalharão as técnicas de corte e costura, bem como conteúdos sobre as culturas cigana e negra. Trata-se de uma ação intersetorial da Prefeitura de Guarulhos, articulada pelas Coordenadoria da Igualdade Racial e Coordenadoria do Fundo Social de Solidariedade, em parceria com Ananke, Unifesp e Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias (ACGE) da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Desde 2010, a Ananke vem articulando e implementando ações de políticas públicas que dêem visibilidade ao segmento, oferecendo caminhos para o acesso e garantia de direitos. Em maio de 2013, em parceria a Coordenadoria do Fundo Social, foi aprovado o projeto de cursos e oficinas, com o fornecimento de equipamentos e locais para as atividades e o reconhecimento acadêmico, através da Unifesp. Visando garantir os direitos, o Fundo Social contribui mensalmente com cestas básicas, fraldas, roupas e brinquedos para as crianças nas festas de fim de ano.

O acampamento cigano, hoje situado no Jardim São Paulo, abriga cerca de 14 famílias, entre crianças e adultos. Através do projeto e da organização social, a população cigana visa a construir uma ecovila cigana no município de Guarulhos, com o acesso a educação, saúde, e valorização da cultura.

“Hoje, 90% da população do acampamento são semi-alfabetizados”, diz Diego Coniza. Atualmente, a comunidade recebe apoio do programa “Saúde da família”, com atendimento de médicos e especialistas dentro do acampamento, através da Secretaria de Saúde de Guarulhos. “Guarulhos está sendo uma referência em igualdade étnica. Aqui somos acolhidos, somos cidadãos brasileiros com direitos e estamos tentando a conquista de terras e recursos, mas sozinhos não conseguiremos. Graças a Deus, as pessoas estão conseguindo entender quem é o povo. É esse o paradigma que queremos para levantar a cabeça e juntos cobrar nossos direitos”, declara Jaime Cardoso, vice-presidente da Ananke.

O Seminário contou com participações de Pamela de Oliveira, representando o Ilê Ifa Omoya; Lú Ynaiah, da Ananke; Edna Roland, da Coordenadoria da Igualdade Racial; Andrea Grucci, da Coordenadoria do Fundo Social, e com as presenças dos representantes da Secretaria do Trabalho, Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Secretaria de Esporte, Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

O local do curso será na avenida Santana do Mundaú, nº 812 – Jardim Parque Alvorada – Bonsucesso. O público alvo são mulheres ciganas e mulheres de religiões de matrizes africanas.

Via: Prefeitura de Guarulhos