Como se prevenir das doenças que chegam com o outono

129
Imagem Divulgação
Imagem Divulgação

Gripes, sinusites e otites são males que acompanham a estação

O outono está chegando e com ele as temperaturas diminuem progressivamente . Com as temperaturas reduzidas, a poluição fica mais concentrada devido ao fenômeno de inversão térmica; há menos evaporação e menos chuvas, e assim a umidade do ar fica reduzida. Com frio, a baixa umidade e a poluição nosso corpo fica mais vulnerável, e é mais comum a ocorrência de doenças infecciosas e alérgicas.

De acordo com o Clínico Geral César Maurício da Silva, coordenador do Pronto Socorro do Hospital Carlos Chagas em Guarulhos , as vias respiratórias são as mais prejudicadas. A mucosa, membrana que reveste as áreas internas do corpo, fica mais sujeita ao ataque de vírus e bactérias e ocorre mais resfriados, gripes, faringites, sinusites, otites, traqueítes, pneumonias. Os olhos também costumam sofrer com conjuntivites. Processos alérgicos , como as rinites, também são comuns.

O médico alerta que há um outro agravante . Com as temperaturas mais baixas, as pessoas tendem a buscar lugares mais fechados e há mais aglomerações. Isso predispõe a disseminação de patógenos pelo ar e por superfícies contaminadas. As maiores prejudicadas são pessoas com imunidade mais debilitada, como idosos e portadores de doenças crônicas, e os com imunidade imatura, como as crianças. São também muito vulneráveis os pacientes que usam medicamentos que deprimem a imunidade, como os quimioterápicos, corticóides, entre outros. “Os fumantes também têm risco muito aumentado de doenças, já que a agressão das vias aéreas pelas substâncias inaladas ao fumar, comprometem suas estruturas de defesa,” afirma o Doutor César Maurício.

Para reduzir riscos de doenças nessa época do ano César Maurício faz as seguintes recomendações: adotar hábitos eficazes de higiene, como lavar frequentemente as mãos, evitar levar as mãos “sujas” aos olhos, boca e nariz; lavar as mãos antes de manusear alimentos; usar lenços descartáveis para limpar/assoar o nariz; cobrir a boca ao tossir; etc. Pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças mais novas e doentes, devem evitar grandes aglomerações. As roupas devem ser adequadas à temperatura ambiente; em tempo mais frio, deve-se agasalhar melhor.

“Os que apresentam sintomas de infecção, como tosse, febre, falta de ar e corrimento nasal devem procurar o serviço médico, para tratamento e orientação, o que pode evitar a disseminação de patógenos”, afirma o médico. Há vacinas, como a da gripe, que reduzem sensivelmente a chance de desenvolver a doença e que devem ser tomadas, principalmente por populações de risco.

Muitas doenças não requerem grandes intervenções, com o tratamento baseando-se em medicações para controle de sintomas. No entanto, há situações em que é necessário o uso de antibióticos e outros cuidados mais complexos, e até mesmo internação. Por isso é importante consultar um médico, quando surgem sintomas, para um diagnóstico adequado, classificação de gravidade e instituição da terapêutica correta.

César Maurício lembra ainda que há poucos anos houve um enorme número de vítimas – muitas fatais – da gripe A H1N1. Embora os casos da doença tenham diminuído drasticamente pela disseminação de vacinas, o risco ainda é presente, e continuam a ocorrer óbitos pelas suas formas graves.

Via: Grupo Carlos Chagas