Volkswagen Amarok oferece câmbio automático de oito marchas para versão Highline

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“I’m a rock”, é o que esbanja o nome da Volkswagen Amarok, em referência a “ser forte como uma rocha”. E é mesmo, ainda mais agora com o motor 17 cavalos mais potente do que o modelo anterior e transmissão automática com oito marchas. Ela ficou ainda mais competitiva em relação às suas rivais Chevrolet S10, Toyota Hilux e Nissan Frontier.

Imagem Divulgação

A contemplada pela novidade é a versão 2.0 Highline (R$ 135.990), que é topo de linha e vem com motor biturbo, cabine dupla e tração 4×4 permanente. O câmbio automático é inovação para esta picape, já que o modelo anterior trazia transmissão manual. Sua potência de 180 cv a 4.000 rpm é bastante similar a da S10 LTZ (R$ 135.250), porém ambas ainda perdem para a concorrente Frontier LE Attack (R$ 128.990), que tem 190 cv a 3.600 rpm. Apesar da adversária Hilux SRV Top (R$ 141.920) ser equipada com motor 3.0 l, ela traz somente 163 cv e sua transmissão automática é de apenas quatro marchas.

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Segundo a montadora, o torque aumentou para 42,8 kgfm. Durante test drive realizado no lançamento da picape, foi possível perceber toda esta força a 120 km/h sem que o veículo apresentasse o menor esforço, mantendo sua rotação baixa nos 2.000 rpm. Isso auxilia no silêncio da cabine, que, com ajuda da ótima isolação acústica, permanece sem ruído externo.

O câmbio automático de oito velocidades da Amarok – fator exclusivo da picape – auxilia o propulsor TDI a operar com mais eficiência nas rotações ideais, o que favorece a economia de combustível. Durante trecho de aproximadamente 260 km na estrada, o veículo apresentou média de consumo de 8,6 km/l.

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Além das novidades para a Highline, a Volkswagen apresenta duas novas configurações, a S e SE, totalizando ao todo nove versões disponíveis. A Amarok S, que é a de entrada, pode ser cabine simples ou dupla, com tração 4×2 ou 4×4, que é selecionável com reduzida. Ela é equipada com motor diesel com uma turbina e tem potência de 122 cv. Já a versão SE, que antes era vendida somente para frotistas, traz motor de 180 cv, com tração selecionável com reduzida.

Todas as configurações vêm com air bags frontais e também freios ABS, que adicionam a função off-road para auxiliar a frenagem em terrenos desta categoria. Além da tração integral permanente, a versão Highline traz itens de série relevantes para uma picape deste porte, como Bloqueio Eletrônico de Diferencial (EDL), Controle de Tração (TCS), Controle Eletrônico de Frenagem (EBC), Sistema de Assistência à Frenagem (BAS), Distribuidor Eletrônico da Força de Frenagem (EBD), desembaçador de vidro traseiro, ar-condicionado, quatro alças de apoio no teto, bancos do motorista e passageiro com ajustes de altura, computador de bordo, piloto automático, faróis de neblina, sensor traseiro de estacionamento e rodas de liga leve 18?. Para acrescentar GPS, o proprietário precisa pagar R$ 2.500 extras e R$ 1.500 a mais por Sistema Eletrônico de Estabilidade (ESP).

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Entre as picapes, a S10 ganha de todas em comprimento, a Frontier em distância entre os eixos e a Hilux em altura. No entanto, a Amarok passa na frente em largura, medindo 2,22 metros. Sua capacidade de carga é de 1.017 kg, ou seja, maior do que todas as concorrentes com configurações equivalentes.

O espaço interno é muito bom para o motorista e passageiros. O condutor encontra facilmente uma boa posição de dirigir e tem tudo a seu alcance. A visibilidade é boa, mas, ao utilizar o retrovisor do lado do passageiro, é preciso se mover um pouco para conseguir enxergar a traseira do carro. Nada que um pequeno movimento não resolva.

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Colocar uma terceira pessoa no banco traseiro pode não ser uma boa ideia, a não ser que ela seja pequena. O porta-copos e o compartimento de objetos que fica do lado do motorista atrapalham o conforto de quem decidir sentar no meio. Falando em porta-copos, há um deles exposto para o passageiro da frente e está mal localizado. O equipamento não condiz com o desenho do painel e atrapalha um pouco quem está sentado ao lado do piloto. Além disso, ele não reclina e tampouco pode ser recolhido para o interior.

Ao testar a picape durante um forte temporal, a reportagem do ZAP Carros pôde observar alguns pingos de água caindo internamente, pela porta do motorista, o que surpreendeu os jornalistas, já que a picape zela tanto pelo conforto. O tamanho do porta-luvas é mínimo e mal cabe um manual de instruções. Os materiais utilizados internamente, no entanto, são de boa qualidade e de ótima sensibilidade ao toque. Não é suave como a S10, apresentando uma textura um pouco mais robusta, o que é apropriado para este tipo de veículo.

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A direção da Amarok é hidráulica e correspondeu bem aos comandos do motorista, sempre muito firme. O automóvel permaneceu muito estável, mesmo diante de chuva e em trecho off-road, não apresentando trepidações fora do esperado. As descidas em inclinações no barro foram bastante auxiliadas pelo ABS off road, o qual ganhou a confiança do motorista.

Via: Zap Carros